Ex-comunhão
A família da menina de nove anos que foi estuprada, engravidou e fez um aborto será excomungada.
Dai vem esse post.
É polêmico. Não leia.
Minha grande pergunta é “e daí?”.
Não sou católico e tudo o mais (já estive bem perto de sê-lo), mas entendo a posição da igreja.
É a posição da igreja ser a favor da vida em qualquer circunstância. Ponto.
Ela não vai mudar por que nós não concordamos com isso.
Mudemos nós, pois.
Do mesmo modo, entendo perfeitamente que a igreja seja contra a camisinha.
Ela prega a castidade.
Não se pode comprar a doutrina da igreja pela metade.
Se você não pratica a castidade, não pode exigir que a igreja concorde com isso.
Quem pratica a castidade nos moldes que a igreja prega, realmente, não precisa usar camisinha.
Já todos nós, seres humanos normais, precisamos.
Não se pode exigir que a igreja se adapte a nós. Ela existe, e quem quer fazer parte dela que se vire e se adapte.
Não é uma moralidade a olho. É uma moralidade construída há séculos.
Se você não concorda com a igreja, saia dela e ponto.
Se você não quer seguir os preceitos dela, saia e pronto.
Simples, né?
Seria, se fôssemos educados para amar a igreja naquilo que ela tem (e ela tem) de bacana, e não para temê-la.
O medo da família que será excomungada é o medo do inferno.
O que, para mim, pelo menos, é uma bobagem plena.
Pra mim, a coisa é muito mais simples.
Se você não concorda com as regras de uma determinada empresa, você pede demissão.
Se você não concorda com as regras de uma brincadeira, você não desce pro play.
Se você não concorda com os juros que um banco te cobra, você procura outro.
Eu, no lugar da família, faria o mesmo.
Por mais que a igreja se apresente para dar opinião sobre o assunto, é um direito da família, garantido por lei, fazer, no caso, o que julgar melhor.
A opinião da igreja católica deve ser encarada como é, e apenas isso: uma opinião discordante.
Em nada mais válida ou mais importante do que a sua própria.
Agora milhares de vozes se levantam para falar mal da igreja, o que é desnecessário.
É a posição dela. Concorde ou não, é educado respeitar isso.
Se não concorda, saia.
Se concorda, arque com as consequências.
Eu penso assim.
7 Comentários em “Ex-comunhão”
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Garotas Nada Vazias falou:
05/03/2009 em 16:13É por isso que é tão complicado lidar com seres humanos. É muita opinião, muito “ponto de vista” e geralmente quem impõe está pouco se importando com os outros. É aí que entra a questão de saber respeitar o diferente. Independente se o assunto em questão for a igreja, os ladrões, os tatuados e por aí vai.Belo tapa com luvas de pelica :)Beijos!Claire
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Beauvoir falou:
05/03/2009 em 20:07Ah, fala sério! A menina que foi estuprada pelo filho-da-puta do padrasto é obrigada a ficar com a crinaça? Que se foda!A igreja é idiota, os fiéis que seguem as besteiras que ela impõe são mais ainda!Beijos
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Luiz Fernando Aragão falou:
06/03/2009 em 11:37Jorginho,Olha só,na minha pequena e esticada inteligencia e que vc detesta ( ahgauuhahuahuahua ),concordo com seu pontoi de vista, sou catolico e conheço algumas doutrinas,pois meu amigo era professor e padre e me contava muitas coisas sobre estes fatos e colmentava-se muito sobre estes assuntos,só que tem um detalhe importante ai, que a midia esqueçe só para dar vazão a estes fatos.Rapaz, quantas atrocidades aconteçem contra crianças e adolescente dentro de suas casas e não entra nas estatisticas da midia…Humm…um bocado.Todos estão certos,todos estão errados . é questão de ótica.Abraço!!!!!!PS: Vá no meu Blog e comente um Post que fiz!!!!!
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Cara de 30 falou:
06/03/2009 em 17:37100% contigo.Excelente texto.
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Laíse Almeida falou:
09/03/2009 em 20:04e quem perguntou a opinião da igreja??mania de se meter em tudo!!!rai ai!
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Shirley de Queiroz falou:
10/03/2009 em 15:49Concordo com tudo que você disse. Se a igreja é contra o aborto, tem que lutar para que não aconteça. Assim como quem é a favor tem o direito de ir pra rua e protestar, independente da minha ou da sua opinião. Eu sou católica e jornalista. Como jornalista, gostaria de perguntar ao padre: “Vai escomungar o estuprador também?”

05/03/2009 em 9:35
O problema é que a Igreja quer impor os seus preceitos a todos independente de serem católicos ou não. Se mete nas coisas do estado, na política, no comportamento de pessoa das quais não estão nem aí pros seus dogmas… ora, vão se foder!Segue quem quer, a igreja não é obrigada a mudar, mas tem que respeitar que não acredita em seus preceitos e não a segue.Bom post, véi.Abração.
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