Malhando em ferro frio.

Semana passada, esse blog fez com que eu brigasse com uma pessoa muito importante para mim.

Daí que tomei meio raiva dele.

Daí que os textos dessa semana não foram exatamente um primor de sarcasmo do tipo bacana, mas até mesmo meio amargos.

Peço desculpas a todos.

Isso aqui me faz bem, não precisa apanhar por tabela.

Deveria ter dito isso antes.

Mas agora fodeu, Inês é morta.

Porém, o que realmente impressiona é como isso abre espaço pra que neguinho se arvore a dono de sua vida. Recebi um e-mail que realmente nem dá pra comentar.

Vou colocar aqui basicamente as respostas às principais acusações deste e-mail.

É bom que fica claro pra todo mundo, ok?

E este post, sim, pode ler que é sério.

É um flame. É uma porrada.

E é seríssimo.

Você acha realmente que está bem? Você diz que isso aqui é um monte de mentiras mas eu acho que é tudo verdade.

Jóia pra você. Acredite no que quiser.

Eu tô bem, sim. Muito tranquilo, feliz com minha vida.

Tranquilão. Brigado por perguntar.

Aliás, tem muito tempo que não me sinto tão feliz. Juro.

Nem tudo no meu blog é verdade MESMO.

Muita coisa é ironia, brincadeira e tal.

Em alguns casos, há, sim, significados escondidos nisso aqui.

Mas nem tudo. Às vezes, um post ruim é só um post ruim.

Você está se tornando confuso, prolixo, sarcástico e uma farsa.


Confuso, prolixo e sarcástico eu sempre fui.

Farsa, a persona do blog sempre foi.

Quem eu sou se mostra ao vivo. Somente ao vivo.

Às vezes eu quero que o mundo se foda e às vezes eu quero ser reconhecido. Isso é ser confuso?

Temos de ser sempre a mesma coisa o tempo todo?

Você sempre quer que o mundo se foda? Você sempre quer reconhecimento? Eu não.

Não acho, realmente, que eu tenha de pedir desculpas por ser uma pessoa complexa. Pelo contrário. O blog é meu, não peço que ninguém o visite, inclusive. Eu não acho que me tornei nada. Me acho um cara bem bacana, inclusive. E esse excesso de auto-estima é um de meus piores defeitos.

Você se esconde atrás dessa máscara de porra-louca e miseravão. É uma estratégia fodida para tentar se aproximar de pessoas que acham isso charmoso. Não vai dar certo.

Eu não me escondo atrás de nada. O blog é um amontoado de textos, é uma válvula de escape, é um compromisso com a absoluta falta de compromisso. Não ganho nada com ele e não o utilizo como estratégia para me aproximar de ninguém que possa achar “charmosinho” ser uma pessoa chata e ranzinza. Meu amigos podem confirmar: no geral, sou um cara bem legal. Só que ÀS VEZES a porra empena e o blog torna pétreos pensamentos que são fugidios. Daí você fala: “poxa, os textos são sombrios”. Pois é. São, às vezes. Às vezes tem picolé sabor xoxota e em outros dias tem eu preso vestindo a camisa do PT por ter enfiado uma bala na cabeça de um segurança. É uma pena que vocês paguem o pato por um dia ou outro de chateação meu. Mas aqui não é o blog da Turma da Mônica. Tem dias que eu sou legal, tem dias que eu sou um porre. Daí você lêem e acham “meu deus, que coisa forçosa”. Não precisa achar. Não precisa sofrer. É de mim para mim. Só deixo o blog público porque, em alguns casos, tem gente que entende que ironia não precisa de legenda e participa do diálogo e me deixa felizinho. Mas não precisa ler. É uma pena que sobre para você, leitor do blog, o pepino das coisas malucas que eu bolo. Mas ninguém é obrigado a vir aqui.

Tem um vazio que te consome. Você vai terminar só.

Não tem vazio nenhum me consumindo. Não coloco a responsabilidade pela minha felicidade nas mãos de ninguém. Nós lemos o mesmo blog? Quanto a ser só ou não, isso é uma contingência da vida. Abrir mão das coisas em que acredito porque todo mundo PRECISA viver rodeado de gente é algo que eu não vou fazer MESMO.

Já não vejo graça em seu blog. Acho que nem você vê.

Não precisa vir aqui pra sofrer. Fique à vontade.

Porta da rua é serventia da casa.

E, só pra constar, essa merda aqui NUNCA foi um blog de humor.

Isso é seríssimo. Inclusive no que se refere ao picolé sabor xoxota.

E, por isso, e só pra mostrar que essa porra é minha e se me der nos cornos acaba amanhã, este post não aceitará comentários. Sou dono e senhor dessa porra aqui, falou?


12/02/09 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Eu confundo direita e esquerda.
E não entendo quem diferencia direita e esquerda facilmente.

Qual a real utilidade disso?
Não seria mais importante, por exemplo, entender a diferença entre ser ou não ser?
Não era essa a verdadeira questão?

12/02/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Por que?

Por que não tem mais sessão meia noite no multiplex?
Quem tem insônia não tem mais direito?
Por que tem gente que coloca “perfil lotado” no orkut como se isso fosse um sinal de sucesso na vida pessoal?
Será que alguém consegue ter 1000 amigos de verdade (o que pode se traduzir por “ser legal para cacete”) e participar, ao mesmo tempo, da comunidade “eu amo dormir de conchinha”?
Por que ninguém dá um tiro no cu do criador da comunidade “eu amo dormir de conchinha”?
Alguém já falou para a Ana Maria Braga que aquela porra daquele papagaio de plástico é a merda mais ridícula da tv?
Por que ela insiste em fingir que tem 40 anos quando deve ter, por baixo, uns 120?
Por que eu não consigo me adaptar a uma vida burguesa e classe média e ser feliz com esse tipo de coisa que fica martelando no meu juízo como um prego enferrujado na meio da língua?
Por que não existem fábricas de nuvens?
Por que eu não tenho colhão suficiente pra meter um piercing na língua?
Por que as unhas crescem?
Por que, toda vez que eu tento criar algo vagamente parecido om uma barba e me disponho a apará-la eu erro tudo e tenho de tirar TODOS os fiapos que crescem em minha cara?
Por que eu não rasgo o saco e faço uma tatuagem num lugar aparente?
Ou melhor: por que eu tenho medo de que as pessoas pensem, ao verem uma tatuagem aparente, que tatuagem é coisa de marginal?
Como esse blog se sustenta?

12/02/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Nihil Obstat

Pra mim, é inconcebível amar uma pessoa que não sabia escrever bem.
Pode ser péssimo pensar assim.

Do mesmo modo como coisas diversas em outras áreas da vida me impossibilitam de amar verdadeiramente algumas pessoas. Não no sentido putarístico da coisa, mas no sentido cristão (ui!) da palavra.

A lista é longa:

pochetes,
qualquer acessório dourado (com raríssimas exceções),
suco de melancia,
não conhecer Magritte,
doce de graviola (OU MELHOR: qualquer coisa com graviola),
ser voluntário em ONG pela defesa das morsas do Ártico e não dar uma maldita nica de um real para o menino na sinaleira,
lasanha de berinjela,
religiões,
aquele negócio cheio de bolinhas que nego coloca no banco do carro e no volante,
adesivo em carro,
bichinho pendurado na janela do carro (falando tanto de carro parece uma coisa pessoal, mas não é),
preconceito,
falta de bom humor,
não amar Miró,
não entender ironias,
filé de fígado,
malabares,
incoerência,
achar que Beatles se resume a yeah yeahh yeeeeeeaaaaah,
drogas sintéticas (e apenas elas),
excesso de coerência,
participar de fã-clube,
baianidade nagô,
falta de sarcasmo,
listas de coisas que nos fazem não amar as pessoas,
não ler Chuck Palahniuk, Nick Hornsby, Mario Vargas Lloosa,
excesso de sarcasmo,
polianismo,
sandálias havaianas,
bobs nos cabelos,
gostar de Chaves,
não ser generoso.

Mas este não é um post sobre os outros.
Afinal, meu nihil obstat a respeito das pessoas é um assunto pequeno.
Nem todo mundo deseja ser amado por mim, por mais que o pequeno Napoleão governando o caos aboletado sobre uma barcaça de papel na ventania da minha mente insista em me dizer o contrário.

É mais sobre mim do que sobre qualquer outra coisa.
É mais sobre minhas incapacidades, que são inúmeras, como ser humano, do que sobre a falta de critério das outras pessoas a respeito das coisas que são, em útima instância, opiniões delas a respeito das coisas.

E, também, se falta critério, sobra em tantas outras coisas que seria uma canalhice só olhar pra um lado da moeda.
E a mim me falta de tudo um muito.
Ou, como diria Gil, a mim me resta disto tudo uma tristeza só.

Me é difícil baixar a guarda.
Abrir o peito, mostrar as entranhas, arriscar.
Pular sem medir o tamanho do tombo.
Ou, como diria Zeca Baleiro, passar agosto sem esperar setembro.

Feliz mesmo é a Mary Poppins, que acorda cantando e tem bichinhos em animação pousando na janela.

Aliás, se você tem bichinhos em animação 2d pousando em sua janela, eu posso vir a te amar desmesuradamente.
E posso relevar (perdoar nunca é o termo) o fato de você não escrever bem.

Como dá pra ver, posso amar as pessoas pelos mais variados motivos.
Se você souber fazer uma boa imitação de qualquer coisa, é meio caminho andado.
Se você me disser “o melhor disco de Hendrix é o “bold: axis as love”, você terá em mim um escravo devotado.

Assim, pessoas que dão uma nica na sinaleira ou que não gostam da Banda Calypso já sobem dezenas de degraus na minha escala amorosa.

Mas a quem eu estou tentando enganar?
Como diz Cazuza, não amo ninguém, e é só amor que eu sinto.

12/02/09 | Veja mais | 3 comentários;

A magic spell

Eu penso que, na verdade, todos somos menininhos e menininhas aprisionados em corpos de gente grande. Um encantamento de bruxa.
Brincando de pagar faturas e contas.
É uma brincadeira sem graça, mas não deixa de ser.

Em meu ser mais profundo, permaneço um menino de oito anos de idade.
Ainda me assusto quando sento em mesas de restaurante, ou me surpreendo, às vezes, dirigindo um carro.

Talvez sexo seja a única coisa realmente adulta que eu saiba fazer.
Todo o resto é uma projeção das coisas que eu, quando criança, via os adultos fazendo.

Ainda me surpreende, sinceramente, que alguns amigos meus tenham essa cara de adulto que eles têm.
Parece que eu fiz amizade com os amigos de meus pais, sacou?

Falei disso outro dia aqui:
Há um tempinho atrás, eu ainda um adolescente, fiquei com uma menina bem mais velha.
Tipo, eu tinha 17 e ela tinha 24.

Todos, invariavelmente TODOS os meus amigos falavam (não sem uma pontinha de inveja) que ela era “uma coroa”.
Depois lembro que a gente comentava sobre umas mulheres de 30 anos e pensava assim: porra, e neguinho tá pegando aquela coroa…

Hoje, pra mim, uma pessoa de 30 anos é uma pessoa normal.
Não é mais uma coroa. É uma igual.
O que significa que as amiguinhas de minha irmã mais nova devam olhar pra mim e pensar: poxa, Manuella, teu irmão é um coroa!

Foda, hein?

Sei lá, é estranho envelhecer quando ainda existe um menino dentro de minha cabeça controlando o resto.

11/02/09 | Veja mais | 2 comentários;

Meme de uma palavra só

Lila fez e achei bacana. Sou um imitão.

Onde está seu celular?
Na loja. Um iphone. Me falta grana pra pegá-lo, mas ele tá lá.

Onde está a sua cara-metade?
Colada com a outra metade da cara.

A cor do seu cabelo?
Pretão

Sua mãe?
Minha mãe também é preta.

Seu pai?
Já ele é clarinho.

Seu objeto favorito?
Seu fiofó. Se você permitir, amado leitor.

Seu sonho na noite passada?
O mesmo de todas as noites: ficar rico.

Seu objetivo?
Conquistar a Europa, a Ásia e um terceiro continente à minha escolha.

Onde você está?
Em alcatraz.

Seu hobby?
Não tenho. Normalmente fico em casa enrolado no lençol, ou em meu fodástico edredom preto matador.

Seu medo?
De memes. á leu Cabeça Tubarão? Leia e entenda.

Onde você quer estar em 6 anos?
Vivo. Já seria bom.

Onde você estava na noite passada?
No bar. Como de costume.

O que você não é?
Bonzinho. Saudável. Sexy. Resumindo: não sou o Tom Cruise.

Item na sua wishlist?
Megan Fox. Julianne Moore.

Onde você nasceu?
Nazaré das farinhas. Minha mãe me paga.

A última coisa que fez?
Fiquei pensando sobre a última coisa que fiz. Não cheguei a uma conclusão satisfatória. Porque a cada momento em que pensava sobre a última coisa que fiz, pensar sobre isso passava a ser a última coisa, e pensar nisso fazia com que pensar sobre pensar nisso se tornasse a última, e isso fez com que meu cérebro entrasse num modo de feedback absurdamente grilante, desisti de pensar e resolvi escrever isso.

O que está vestindo?
As roupas de Jorge. Sem as armas. Sou um pacifista.

Sua TV?
Tô vendendo. Vai? 29 polegadas, 3 anos de uso… Me liga!

Seus animais de estimação?
Os queridos leitores de meus blogs.

Seu computador?
Vai bem, obrigado por perguntar. O de casa eu também tô vendendo. É um imac G4 bacanão, parece um abajur. Vai?

Seu estado de espírito?
Bahia? Esquece, essa foi péssima.

Sentindo falta de alguém?
De mim mesmo em outros momentos. Mas não muito.

Seu carro?
nheco ploft poin. Não quero batê-lo no carnaval que se aproxima. Mas é difícil dizer com certeza.

Algo que você não está vestindo?
Meias arrastão

Loja favorita?
Tok&Stok. É perfeita pra deixar você com raiva. Mas se você lê este blog com frequência você já sabia.

Seu verão?
Tá é bom.

Ama alguém?
Eu. E você, quando você comenta no blog. Se você não comenta eu quero que você adquira uma modalidade não estudada e sem tratamento de câncer em seu orifício peidante.

Cor favorita?
De burro quando foge.

Última vez que sorriu?
O tempo todo. Vivo sorrindo e cantando, e passarinhos de animação vêm pousar em minha janela. Sou uma mistura de noviça rebelde com mary poppins.

Última vez que chorou?
16 de janeiro. Mas se você não deixar comentários bacanas em meu blog, pode ser hoje, também.

11/02/09 | Veja mais | 5 comentários;

Eu fico pensando

Será que todo mundo é tão bacana quanto aparenta?
Porque TODO MUNDO que eu conheço tá bem de grana, tá comendo um clone da Gisele Bundchen, tá trocando de carro, viajando pro Chile, com um iphone a tiracolo e comprando apartamento no Le Parc.

Absolutamente todo mundo.

Daí, vocês sabem, eu PRECISO trocar o sofá de casa e gostaria de comprar uma TV dessas fininhas.
E não sobra grana.

Não é coisa de fazer planejamento. Não sobra.

É triste.
É estranho.
E, como eu sou obssessivo, eu vou ter de dar um jeito:

Realiza comigo:
Vou meter uma meia calça na cabeça, raspar o limite do banco pra comprar um berro e enfiar uma azeitona na cabeça de um segurança de carro forte.
Deste modo, a compra do berro é um investimento.
O melhor na atual conjuntura da economia mundial.
Já sou todo tatuado mesmo, ficaria bem num programa policial fascista desses aí.
Tipo o Datena:

“na tela, o gordinho bandido que queria uma tv lcd e um conjunto de sofá e, por isso, meteu uma bala na cabeça de uns seguranças. É um absurdo, uma vergonha, um acinte, um tapa na cara da sociedade”. E aí apareço eu, sem camisa (ou com uma camisa do pt, que nem os sequestradores do Abílio Diniz – lembra?), escondendo a cara.

Daí nego descobre esse blog e fodeu: o bandido blogueiro.
O blogueiro bandido gordinho.
Ou o gordinho bandido blogueiro.
Fica a seu critério.

Quase um Battisti.
Quase um Pareja.
Um novo mito outlaw para a juventude miguxa.
Um je ne sais quoi de Dostoiévski.
Sem o brilho de Crime e Castigo e sem a classe do Match Point de Woody Allen – uma clara inspiração do judeu maluco pelo russo amalucado..

Voltando ao assunto:
Daí no domingo, ao invés de seguir o itinerário conhecido, a estrada pavimentada de tijolos amarelos que me conduz ao bar, resolvi fazer diferente e fui em lojas de móveis.
Claro, eu não poderia fazer diferente: passei na Ricardo Eletro, passei na Insinuante, mas meu objetivo, desde o primeiro momento em que pus meus pés pra fora de casa, era ir à Tok&Stok.

E aquilo me deprime fodamente.

Porque normalmente eu tenho a impressão de que sou um privilegiado porque pago todas as minhas contas e não tenho – muitas – dívidas. Nada impagável.
Mas quando eu entro na Tok&Stok eu vejo que existe um ABISMO abissal, negro, pantagruélico, maquiavélico e intransponível entre meu poder aquisitivo e meu gosto.

Eu gosto de coisa de rico.
Eu gosto de móveis com design.
E eu não deveria gostar.

Eu deveria ficar feliz com um sofá azul estampado que custa 499 (o conjunto) e parcela em 72 vezes na insinuante.
Mas o único sofá que me agrada razoavelmente custa 2300 reais e só vende na Casa de Móveis e Decoração.

***

Meu pai nasceu no Curuzu.
Minha mãe nasceu em Maragojipe.
Eu deveria me contentar em morar em um conjunto imobiliário habitacional no final da avenida paralela.
Mas não.

Eu sou a prova viva de que Darwin estava com a razão.
Eu sou uma mutação genética.
Eu sou a prova carnal de que a fruta cai longe do pé.

10/02/09 | Veja mais | 5 comentários;

Respondendo às perguntas dos transeuntes deste blog

- Por que você vem escrevendo textos tão obscuros no blog?
- Sei lá. Nem tudo é pra ser levado a sério.
- Mas tem muita coisa macabra, obscura. E você é legal.
- Sei lá se sou legal. Sou um sarapatel de emoções.

***

- Pra que porra você mantém um blog?
- Ahm, é bacana. Conhecer gente nova, novos diálogos, manter a mente alerta para coisas interessantes…
- E precisa ficar contando as coisas de sua vida? Chato isso.
- “Chata” é minha vida ou é ficar contando as coisas dela?

10/02/09 | Veja mais | 4 comentários;

Eu entrei na campanha

Eu vi a luz. E me converti.
Santa Thirteen, abençoai este blog.

***

Este é o primeiro passo do início de um novo mundo. Na verdade, é A ANUNCIAÇÃO de uma NOVA ERA avistada por dois APÓSTOLOS, Gravataí Merengue e Pedro Jansen.

SANTA THIRTEEN não é meramente uma santinha, pois para isso seria preciso aquela tramitação burocrática cartorial católica, e A ALTÍSSIMA DIVINDADE não precisa disso – e não temos tempo nem precisamos desse tipo de chatice.

SANTA THIRTEEN não é meramente uma “deusa”, pois isso atrairia piadinhas remetendo à música da Rosana, o que nos levaria – homens de paz – a distribuir voadoras de forma indiscriminada e desagradaria nossa DIVINDADE.

Ela é, pois, uma DIVINDADE, um conceito que ainda não conseguimos explicar com clareza, pois as mensagens nos chegam aos poucos. Temos, por enquanto, apenas a ANUNCIAÇÃO, que veio com o quinto episódio da quinta temporada de HOUSE MD (notaram os fatores numerológicos? – e, se você ainda não viu o episódio ou não conhece a série, sinta-se iluminado mesmo assim. A devoção de SANTA THIRTEEN não conhece limites).

SANTA THIRTEEN surge beijando outra mulher. O profeta Pepeu Gomes já previa em Levítico, XXIV, 24: “deus é menina e menino”. Nossa DIVINDADE foi além e professou “menina com menina” de uma forma a fazer o compositor da “flor do desejo e do maracujá” (e todos nós) também querer beijar.

É POR ISSO QUE CONCLAMAMOS A TODOS, por meio desta ANUNCIAÇÃO, a devotar, seguir, adorar e salvar-salvar SANTA THIRTEEN, padroeira de todos nós e, por conseguinte, também de cada blog, da blogosfera, do mundo real, do Universo, da terra paralela e de qualquer coisa vive e não-viva.

Ainda estamos elaborando um Livro Sagrado e uma trilha-sonora; por ora, inclusive, não há previsão de qualquer tipo de DVD ou coisa que o valha, de modo que qualquer boato nessa esfera não passa de profanação da imagem de nossa adorada e cheia (ah! repleta) de graça, SANTA THIRTEEN.

MAS O QUE IMPORTA, QUERIDOS IRMÃOS, é que para participar de nossa IRMANDADE RELIGIOSA é muito simples, basta apenas:

a) Jamais se referir à DIVINDADE MÁXIMA por seu nome mundano (Olivia Wilde – desta vez foi só pra ilustrar e já estamos nos sentindo culpados) -, mas por SANTA THIRTEEN, sua denominação sacrossanta;

b) Copiar e colar o código que está na barra lateral deste blog e por em seu post e blog, bem como – se preferir – usar o banner que vai no alto desta postagem, pois o importante é divulgar a palavra e também AS IMAGENS de nossa Divindade (sim, ADORAMOS E IDOLATRAMOS IMAGENS!);

c) Ter paciência com quem não compreender nossa fé, pois nem todos são iluminados o bastante para receber os ensinamentos e sobretudo a Graça – e QUE GRAAAAAAAAAAAÇA! – da SANTA THIRTEEN!

d) Aguardar a CONSOLIDAÇÃO DA PROFECIA, segundo a qual o BLOG DA SANTA THIRTEEN aparecerá diante dos incrédulos para comprovar seus poderes milagrosos, mas acima de tudo sua GRAÇA – e, reiteramos, QUE GRAAAAAAAAAAAÇA!

Oremos!

***

Daqui

09/02/09 | Veja mais | 5 comentários;

Eu e Caetano pensamos parecidinho.

Quando eu falei, num post aí,. sobr a forma de falar determinadas coisas (como fodeu e “fudeu”) não imaginava que um cara como Caetano corroborasse minha posição.
A explanação dele é, obviamente, muito mais saborosa que meu post:

Não me incomoda muito que o presidente da república tenha usado a expressão “sifo” num discurso no Rio. Conheço pessoas que estavam lá e ficaram revoltadas. Dou-lhes razão. Mas não me abalei muito. Me aborrece mais que todos os jornais do país, ao contar a história, tenham grafado “sifu”. Não entendo a razão. Me parece que assim os jornais mostraram no mínimo tanta vulgaridade quanto Lula. “Sifu”, assim escrita, é uma palavra oxítona. O “u” final cria o problema. Ele entrou aí porque palavras relativas a sexo são vistas como sujas: não têm história. O verbo que está abreviado na segunda sílaba da palavra composta não contém a vogal “u”: é “foder”. Mas leio até em livros eruditos “culhão” no lugar de “colhão”, “buceta” no lugar de “boceta” e “fuder” no lugar de “foder”. “Sifo” é, assim escrita, a palavra paroxítona que o presidente pronunciou – e sua segunda sílaba é a primeira do verbo abreviado. Escrevê-la com um “u” é transformar a primeira página dos jornais brasileiros em parede de banheiro suja de parada de ônibus. Este sou eu: apesar das incertezas a respeito da origem do uso da palavra “veado” para designar “homossexual do sexo masculino”, me sinto mal quando vejo escrito “viado”. Millôr Fernandes escreveu que quem escreve “veado” está dando provas de que é um. Acho que adoro dar esse tipo de prova, pois só grafo “veado”. Primeiro porque sou adepto da tese de que se está dizendo o nome do animal e não algo derivado de “desviado”. Depois porque, na dúvida, preferiria manter a mesma atitude que exijo em relação a “boceta”, “colhão” e “foder”. Cariocas e baianos não escrevem “chuveu” nem pernambucanos, “cibola”. Não. “Sifu” é uma indecência oxítona que a imprensa consagrou.

Tá no blog de Caetano. Se alguém no mundo merecia ter um blog, esse alguém é caetano.
Ele tem a manha. Vá lá correndo.

09/02/09 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou