E manda o povo pensar
Juliana Cunha escreveu um grande post falando sobre livros. Leia agora que eu tô mandando.
Leu?
Agora eu:
Como já disse o caetano em uma de suas últimas canções inspiradas, “livros são objetos transcendentes, mas podemos amá-los do amor tátil que votamos aos maços de cigarros”.
Não tenho nenhum amor tátil por maços de cigarros, mas absolutamente sou apaixonado por livros, por seu cheiro e entendo o sofrimento que ela descreve neste post inspiradíssimo.
Não costumo emprestar livros.
Não gosto de emprestá-los.
Não gosto MESMO.
Isso ocorreu em uma situação ou outra, principalmente com ex-namoradas, que, obviamente, não me devolveram os tais.
É triste pensar que só consigo me lembrar das pessoas que ainda possuem algum livro meu, enquanto outras namoradas, que não me tomaram livros, sumiram nas brumas do esquecimento.
Em alguns casos, creio que elas permanecem como meus livros como um modo de manter, num cantinho da minha mente, permanentemente, a lembrança delas.
Elas conseguiram.
Por outro lado, se era essa a estratégia, elas falharam, pois só consigo me lembrar delas em sentenças de baixo calão que invariavelmente terminam com o adágio “aquela maldita que está com meu livro tal em poder”.
De um modo ou de outro, fica óbvio que as piores pessoas são as que ficam mais tempo em sua lembrança.
Mas voltemos aos livros.
ão sou um cara que valoriza coisas materiais.
Claro, isso exclui a Tv Lcd que comprarei este ano e meu sofá de casa.
E um ou outro mimo, como um macbook ou coisas do tipo.
Ou ainda…
Ok, desculpem: eu valorizo coisas materiais.
Mas com livros o sofrimento é absurdamente maior.
Tenho vergonha de negar o empréstimo, mas o faço com o coração pungentemente dilacerado.
Por isso, se você gosta sinceramente de mim, não me peça emprestado nenhum livro.
Ou me dê um livro para que fique em cativeiro na minha estante enquanto leva um dos meus para passear.
Assim eu deixo. Dói menos.
Porque eu imagino que você, lá, lendo meu livro enquanto o seu está aqui, permanece sofrendo e suando e irritado como eu estou, daí ficamos quites.
Mentira: eu até imagino que você esteja sofrendo como eu, mas eu descubro depois de duas semanas que você ainda pretende ficar mais duas semanas com meus livros em cárcere privado e eu sofro muito mais, mesmo tendo o seu em minha casa.
Quer me fazer feliz e aos meus livros? Vá à minha casa e os leia.
Mas não os tire de lá.
Eles gostam do lugar.
Eles se acostumaram com o tratamento de jóia que dou a cada um deles.
Eles são mais felizes sob minha guarda.
Cada livro meu solto pelo mundo me faz uma falta imensa.
E se você, leitor maldito deste blog, ainda tem algum desses meus pequeninos em seu poder, devolva-os ao lar.
Eles merecem uma vida ao lado do pai, junto aos outros irmãos.
7 Comentários em “E manda o povo pensar”
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Jorge Martins falou:
17/02/2009 em 23:23Eu SABIA que você ia falar isso.Nada com você, jovem, deixe de bobagem.
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lilaemarcelo falou:
18/02/2009 em 7:44Eu tenho dois, que seguem no carro para poder lhe devolver, mas sempre esqueço disso!
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Pablo Araújo falou:
18/02/2009 em 11:42Família, família…Quanto a Juliana Cunha(que escreve bem pra caralho), ela só deveria ser um pouquinho mais atenciosa com quem a lê e principalmente a linka.No mais, ainda bem que nunca pedi livro seu emprestado. (O que não quer dizer que não o farei).
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Cara de 30 falou:
18/02/2009 em 21:38Li e me identifiquei de cara com este perfil materialista com relação aos livros que me pertencem.Dói também quando você, relutante, empresta e eles retornam maltratados… Que ódio quando isso ocorre… Vontade de matar, esganar, trucidar, empalar… Bem, deu pra entender, né?!Gostei do teu espaço e vou te linkar, ok? Se quiser, faça-me uma visita e conheça meu humilde espaço também. É isso.
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Garotas Nada Vazias falou:
05/03/2009 em 16:37Não empresto cd, roupa, calçados, e claro, livros.Nunca voltam do mesmo jeito…Dificilmente pego emprestado, mas cuido como se fosse meu o/Beijos!
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Laíse Almeida falou:
09/03/2009 em 19:31ainda bem q nunca pedi emprestado…agora ja sei!hehehehe

17/02/2009 em 22:07
Velho,eu tirei da estante mas deixei sobre a mesa na sala, ao lado do seu Mac.
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