Uma descoberta
Eu tenho problemas com meu pai.
Muitos têm. Não sou melhorzinho nem piorzinho por isso.
Essa semana foi aniversário dele e foi uma merda, como sempre.
A gente não consegue conviver.
Não é um post mimimi, por isso podem guardar os comentários de indulgência e comiseração. A descoberta não é essa.
A real é:
Talvez a minha maior dificuldade em lidar com meu pai não está em nossas diferenças, mas em nossas semelhanças.
Eu vejo nele um reflexo de todos os defeitos que eu tento evitar.
Ele vê em mim uma projeção de todos os erros que ele já cometeu e que eu ainda vou cometer.
Não tinha como dar certo. Nenhuma conversa com ele começa sem uma aposta inicial de 27 anos de mágoas e decepções.
4 Comentários em “Uma descoberta”
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Marcelo L. M. Trevisan falou:
18/01/2009 em 20:31Você conseguiu me explicar o que vem tentando desde que comecei a pensar; há 33 anos. Realmente racionalizou perfeitamente este problema que temos com os nossos progenitores!Lila, escrevendo com login de Marcelo.
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Halbermensch falou:
19/01/2009 em 12:59Esbarrei aqui por acaso. Quanto ao pai, melhor conviver com isso. O meu, mesmo depois de morto, continua causando problemas.Apareça.
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Marcelo falou:
21/01/2009 em 14:33ô meu primo, o que falar desse post?A única palavra que me vem à mente é, Idem

18/01/2009 em 10:14
Puxa, sem cometários literalmente.
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