ok, entendi você
Eu escrevo textos em que me exponho e conto o melhor e o pior de mim.
Tudo que não presta.
A lama, o escroto, a putaria desenfreada.
O pior, os excrementos, a meleca pendurada no nariz.
Ninguém comenta.
Ninguém, no one, nobody.
Nada, niente, capisce?
I could kill u tonite!
Daí eu faço um, unzinho, um mero post mimimi de três linhas e todo mundo comenta.
Caralho.
Morram, todos, de câncer no cu.
Nheco ploft…
Você sabe o resto.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Releia se ficou complicado pra entender.
Para te ajudar, vamos comigo, sílaba após sílaba:
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
Sou inseguro, preciso ser amado em doses homeopáticas e diárias.
É um mantra. O meu.
Deveria ser o seu.
Eu sou um feijãozinho no algodão: preciso ser regado.
Religiosamente.
Ou serei uma decepção da pré-escola.
Mais uma para o vasto cabedal de decepções que vocêe finge não lembrar.
Aprendam: se eu passar a pica todo dia em vocês durante uns dois ou três diias e você me ligar me chamando de “amore”, eu vou estranhar.
Eu juro que vou.
Mas se todo dia você disser uma coisinha, tipo “legal seu texto hoje” ou “tá calor, né? será que vai chover?”, eu viro seu escravo eterno.
Eu lamberei o chão que você pisa.
Eu, como a Raposa de Saint-Exupéry, desde três ficarei feliz com seu comentário às quatro.
Se preciso chorar todo dia pra que vocês comentem, avisem.
Eu minto bem.
Tem dias em que de noite é foda.
