Ih!

Fala sério: isso, sim, é um post sintético.

22/12/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Por que eu acho Seu Jorge anti-higiênico?

Mentira, eu não acho, não.
Mas minha mãe acha.
Sério.

Ela sempre fala quando ele aparece naquele clipe com o Bill Murry que ele tá de mendigo:
“Ih, esse Seu Jorge tem cara que tem um bafo… uma fuafa monstra!”

Eu acho Seu Jorge brodi.

22/12/08 | Veja mais | 3 comentários;

Como reagir aos costumeiros tapinhas nas costas?

- Oi, Jorge, Feliz Natal!
- Feliz natal por quê?

***

- Oi, Jorge, Feliz Natal!
- Feliz Natal é o caralho: meu nome é Zé Pequeno, porra!

***

- Oi, Jorge, Feliz Natal!
- Ok, mas minha parte pode ser em grana?

***

- Oi, Jorge, Feliz Natal?
- E na sua bunda, não vai nada, não?

***

- Oi, Jorge, Feliz Natal!
- Sou muçulmano: muçulmanos não comemoram o Natal. Você, obviamente, está desrespeitando minha liberdade religiosa. Morra, infiel, morra.

***
- Oi, Jorge, Feliz Natal!
- Porque tanta humildade? E a Páscoa, que logo mais taí? E o São João? Porque não me cumprimentar logo pelo ano inteiro que se inicia?

22/12/08 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

As coisas

Como dizia Drummond (o poeta),
que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

22/12/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

No amigo secreto da empresa, ganhei um dvd de Amy Winehouse.

Apropriado.

22/12/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Submergindo

Então, isto posto, achei pouco tudo o mais e resolvi enfiar a pica no meu visa e comprei um treco que promete, via submarino. O dvd de Bethania e Omara Portuondo, que vem numa caixa foda com um livro sobre a Bahia e Cuba.
Não me pergunte quanto foi. Eu teria vergonha de dizer.
Posso adiantar que foi suficientemente caro para fazer com que, em Janeiro, eu fique a pão e água.

Talvez eu emagreça. Talvez eu passe maionese nas folhas do livro e o coma.
Mas tudo ainda é uma miríade de possibilidade.

O fato é que eu, mais jovem, tinha uma relação estranha com Bethania, achava ela muito teatral e over kitsch. Fui ficando velho e a considero melhor a cada dia. O mesmo acontecia com Woody Allen. Não gostava, achava pernóstico. Hoje adoro.

De repente, é necessária uma certa idade para apreciar algumas coisas.
Talvez eu também esteja mais teatral e over kitsch.
De modo que é foda ficar velho porque você vai no Sarau du Brown e acorda fodido imaginando como conseguirá atravessar o dia, mas pode apreciar coisas nobres como Bethania e Woddy Allen.

Eu gosto do contexto. Na soma geral de danos, tô me dando melhor.

22/12/08 | Veja mais | 2 comentários;

Antes que me cobrem coerência…

… tô numa ressaca brutality.
Mas Pablo e July, que não valem um pedaço de pão dormido, prometeram me desmascarar hoje.
Eu admito: eu fui pro Sarau du Brown. E tava bem legal.

Fiz tudo o que se faz nessas festas: arregacei as mangas da camisa, fiz passinho, tomei cachaça, fiz amizade com gente desconhecida e dancei. Só não saí pulando e girando na mão uma garrafa de água mineral porque tenho medo de apanhar de gente estranha.
Logo pipocarão fotos disso aqui e acolá.

Segundo Pablo, isso é uma prova irrefutável de que, apesar de criticar tudo, eu sou baianidade nagô.
Traduzindo: eu sou um embuste.

Mas aí, agora, quase oito da manhã, enrolado no meu fodástico edredom preto e degustando um saboroso sonridor caf, me pus a pensar sobre o assunto. E acho que fui mal-interpretado. Eu nunca disse que era contra o axé ou as festas ou nada disso. Sou contra o endeusamento do que quer que seja. Adoro festas. E o axé e o carnaval.

Não me cobre coerência. Não sou bom nisso.
O melhor de mim é ser uma perfeita contradição: detestar a baianidade nagô e ir a ensaios. Tomar café no Franz e ouvindo Banda Eva no ipod.

Caso vocês não saibam, eu sou o sócio majoritário da verdade sobre as coisas, o grilo falante da humanidade, o paladino blogueiro da justiça e patati patatá.

Mas pode ser que o verão esteja, de fato, tomando conta de mim também.
Não é justo com vocês que gostaram tanto do textinho sobre a baianidade nagô.
Mas quem disse que a vida é justa?

22/12/08 | Veja mais | 4 comentários;

Juro

Não suspeitava que este blog se parecessee tanto comigo.
Pra mim era uma persona.
Mas sou eu.

Parece o dia em que eu olhei no espellho e me surpreendi de ver que eu tenho a boca preta.
Tipo a boca de Seu Jorge.

Às vezes, o óbvio não é tão óbvio.

Eu acho Seu Jorge meio anti-higiênico. Mas isso não tem nada a ver com o post.

20/12/08 | Veja mais | 3 comentários;

O samba do Indiano doido

Eu devo meu sucesso profissional a Glória Perez.
Sério mesmo. Leia o post e entenda.

Glória Perez escreve novela. Neguim paga a ela para escrever.
Só isso já é motivo de inveja.
Mas não invejo a eminente dita cuja só por causa disso.

Invejo Glória Perez porque alguém dentro da globo tem o rabo preso com ela. Ou então alguém come ela. Não que eu tenha o menor interesse em ser comido por ninguém na globo e nem de fora, mas tem alguma coisa estranha nessa relação da noveleira com a emissora. Como ela não é, digamos assim, uma Juliane Moore – e é inclusive feia igual ao feriado de quarta feira de cinzas, no inferno, retratada num rabisco num papel de pão, eu acho que ela tem um puta culhão.

Porque ela é a única autora de novela que faz uma salada da porra, se perde em todas as novelas e continua assassinando história atrás de história no horário nobre da tv.
Ela já fez novela misturando barriga de aluguel e gótico; internet e cigano; clone de gente, Dona Jura e muçulmano; imigrante ilegal, escola de samba e rodeio.

Repare: em todas as novelas ela se perde e tem de arrumar uma solução tampão pros personagens. Todas.
É uma filhadaputice.

Eu acho que ela pega um ano de revistas semanais, recorta palavras aleatoriamente, coloca num saquinho e vai puxando e, assim, ela define como serão as novelas dela no mesmo balaio fedorento e abjeto.

Aposto:
A do ano que vem terá uma madrasta assassina, chamada Ana Carolina Batojá (a mudança no sobrenome é pra disfarçar), matando, com uma sapatada, um presidente negro que se elegeu depois da tragédia de Santa Catarina.

Compromisso deste blog:
Quem lembrar de uma novela de Glória Perez que tenha sentido até o final ganha um ano de jujuba grátis.

Glória Perez inventou o cigano Igor (daaaaaaara, dã) e a arfante Céu.
Pausa para que vocês relembrem do cigano Igor.

Lembraram? Mais um pouquinho…

Ok. Voltando.
Aliás, sobre Céu, é importante frisar que o desempenho artístico de Deborah Secco naquela novela, independente de toda a gostosice dela, figura no panteão das piores interpretações de toda a história da humanidade desde a invenção do teatro na grécia.

O que não deixa de ser um mérito.
Deve ser muito fuóóóóóóda ser tão ruim.

Daí que eu não vejo mais novela.
Trabalho muito, tenho uma banda fracassada, bebo sempre que deus permite e tenho muitos amigos. É difícil conseguir chegar cedo em casa.

A última que vi, acho, foi Senhora do Destino.
Acompanhei aquela coisa até o final e fui pro bar acompanhar o último capítulo.
Depois acabou. Nunca mais fui conquistado por nenhuma novela.
Era horrível chegar cedo em casa.

Daí me fodi, trabalhei igual a um mouro e botei tv a cabo em casa.
Há alguns meses. É um luxo caro.
Não tenho plano de saúde, mas tenho TV a cabo.
Não dá pra pagar os dois e, obviamente, eu prefiro a tv.
É um outro mundo.
Enquanto todo mundo tá vendo novela eu vejo House.
Ou uma reprise de friends.

Um só episódio de friends, em reprise, vale mais que toda uma novela.

Só que tem dias que eu esmoreço trabalhando e fico imaginando que poderia levar uma vida mais simples, poderia cortar alguns supérfluos, como a tv a cabo, para viver gastando menos.
E, invariavelmente, eu lembro de Glória Perez e suas novelas.
E me encho de um novo ânimo porque, de fato, eu preciso ganhar dinheiro para poder continuar pagando minha tv a cabo para, nunca mais, em minha vida, ter de assistir às saladas desta senhora.

Obrigado Glória.
Sem você, eu seria uma pessoa mais medíocre.

PS. Este post surgiu de uma notícia que tive hoje: a próxima novela de Glória Perez terá indianos, blogueiros, esquizofrênicos (de verdade, os doentes mesmo, não eu e você) em Dubai, Índia e Brasil, obviamente.
Essa promete.

20/12/08 | Veja mais | 3 comentários;

Taí o tal do xoxó

Vocês sabem: eu adoro uma infâmia.

Pó pará com o pó tem um concorrente foda. Qual será a música do carnaval?

20/12/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!