And so this is Xmas.
Independentemente de ser uma festa careta, hipócrita, obsoleta, chata, com comidas péssimas, sem dança, sem alegria genuína e com grandes probabilidade de teminar em barraco em família, eu tenho tenho pouco contra o Natal.
Sério agora, como poucas vezes neste blog.
Talvez meu maior problema com o Natal seja a forma anacrônica como a festa olha para as amizades, como se elas valessem menos que as relações de sangue. E obriga grandes amigos a estarem longe, com pessoas com as quais elas não estão, de fato, acostumadas a comemorar/chorar/reclamar das vicissitudes/veleidades/idiossincrasias da vida.
Meus amigos são, muitas vezes, mais minha família que minha família.
Outra coisa é a obrigação de ser bom. Você passa o ano inteiro sendo um porco simoníaco, maldito, miserável, não-generoso. Daí em dezembro você compra uns presentinhos, pega uma cartinha no correio e com isso faz calar o remorso de ser um ser humano idiota o resto do ano.
Eu quero gente que se esforça em ser legal o ano inteiro.
E vocês, queridos, sabem disso. Não dá pra passar de ano estudando só pra prova final.
Se você fez de cada dia de seu ano um motivo pelo qual você possa se orgulhar de ser um ser humano, eu nem preciso desejar um feliz natal ou qualquer coisa do tipo.
Você já merece ser feliz, independente de eu desejar isso ou não.
Se voce quer só calar o remorso de ser miserável, morra.
