Você não gosta de mim

Mas sua filha gosta.

28/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Fernanda Young na Veja

A entrevista dela ficou bem bacana. Parece um personagem (em certa medida é) mas eu imagino que não seja. Eu me sinto muito igual àquele monte de atrocidades que ela escreveu.

A diferença é que eu fui criado com medo de morrer pobre e fracassado (thanx, daddy).
Daí que a melhor definição pra mim é:

Uma dose generosa de Fernanda Young.
Duas partes de Yuppie deslumbrado de terno e sapato de bico quadrado.
Cachaça, cerveja e destilados a la vonté. Cigarros idem.
Pitadas de auto-indulgência e um instintinho de auto-destrutividade pra gratinar.

Mas sobretudo os sapatos de bico quadrado.
Tem dias que eu acordo querendo ser Christian Bale em Psicopata americano, Michael Douglas em Um dia de fúria, Amélie Poulain e Charles Bukowski. Principalmente Bukowski.

Henri Chinaski.

Duas pastilhas de alka-seltzer, uma boa dose de whisky Jack Daniels com água e um pack de cerveja tuborg. Só muda que Bukowski devia fumar Marlboro, e eu fumo Camel. No resto é o supra-sumo da felicidade. E uma máquina de escrever. Elétrica pra não fazer força. E gente disposta a pagar meus vícios em trocar de um ou dois generosos nacos de minha carne em forma de textos auto-referenciados e, de certo modo, auto-depreciativos.

Daí eu lembro que jamais moraria num muquifo mosqueiro e que meu pai foi bastante eficaz em condicionar meu cérebro para que eu associasse o fracasso financeiro ao fracasso ddo ser humano como um todo (once again, thanx daddy) e morro de medo de ser pobre. Aí pego na viola e vou pra agência. Mas tem dias que complica viver esse monte de coisas esquizofrênicas.

Tô precisando descansar.
zzz.

Acordar cedo faz um mal pro texto fodido. Ou um mal fodido pro texto. Relevem.
Eu sou legal.

(já falei antes nesse blog sobre o supra-sumo da felicidade, né? ah, sim. Pra você ver como o assunto é recorrente em minha cabeça)

28/10/08 | Veja mais | 2 comentários;

Quer, quer?

Quer um post assim só seu? Me linka.
Não vale na barrinha lateral. Tem de ser no meio do texto.
E me avisa.

Aliás nem precisa me linkar.

Manda um e-mail – jorge(arroba)cdljpublicidade(ponto)com(ponto)br – dizendo assim, ó:
Jorge, eu detesto gente inteligente.

Serve um comentário também.
Eu me vendo barato. Pronto.

Capisce?
É porque tem horas que eu me sinto espancando teclado pras paredes.
Gosto de gente.
“ué, jorge, mas o título de seu blog não é detestogenteinteligente?”. Tá.
Não fode, malandragem. You know que é ironia.

Adoro gente.
E gente é mais que aquele monte de numerinhos do google analytics.

Eita que hoje eu estou todo mitológico.
carente.

nheco pluft poin.

28/10/08 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou

Linkando quem me linka

July rocha detesta gente inteligente.

28/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Tenso. Hoje eu devo estar.
Não se acorda essa hora sem que haja alguma coisa estranha acontecendo.

28/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Complicando a sintaxe do treco

A existência humana sobre o mundo resume-se a alocar uma soma vipendiosa de tempo, saúde emocional e física, sem contar posses materiais e outros tipos de insumos intangíveis, a fim de elencar proveitos e proventos de ordem carnal gratuitos, sem a necessidade de que nisso implique algum tipo compromisso moral, sinestésico ou pseudo-degradante.

Ou, em português chulo:
A real da vida é procurar uma putaria.

Acordei hoje às 5 e 20 da manhã com isso na cabeça.

28/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

tem gente que não sabe falar

An example, teacher, please!

- O cara que fala: porra, Jorge, eu estou, literalmente, na merda.

Se o cara tá literalmente na merda, ele trabalha na Limpa Fossa Veloz.

Aprende, povo burro.
Literalmente só quando a coisa puder ser tomada num sentido conotativo, mas você deseja enfatizar o sentido denotativo.

Exemplo:
Eu gostaria de dar um tiro no cu, literalmente, de quem fala “literalmente” porque acha charmoso.

No caso aí, o literalmente de minha frase cabe. Porque vocês poderiam interpretar a frase como uma hiperbole, como se eu estivesse exagerando no meeu descontentamento e dizendo “puxa, eu gostaria que as pessoas que falam merda se dessem mal na vida” quando, na verdade, eu quero dizer que desejo ardorosamente encher o tambor de um 38 de projéteis de níquel, abaixar as calças de quem fala esse tipo de merda, abrir o fiofó do sujeito e, pressionando meu dedo indicador da mão direita sobre o gatilho, fazer com que a arma dispare os projéteis supra-citados para dentro da guilhotina de cocô dessas pessoas.

Entenderam?
Jorginho é cultura.

25/10/08 | Veja mais | 3 comentários;

Outro dia, dirigindo.
Terminei de sair de um retorno e saí numa das pistas principais da cidade.
Um papagaio-arraia-pipa vinha caindo.
Pegou o vácuo do carro da frente e saiu girando no encalço.
O carro da frente, a pipa e eu.
Quase um quilômetro. Ou mais.

Perdi a entrada que deveria ser a minha pra continuar seguindo a pipa, que fazia as curvas certinho atrás do carro da frente.

Os carros do lado respeitando a pipa como se ela fosse um carro também.
Nesse dia a pipa tava promovida a carro.

A babel de concreto e aço ainda guarda um bom bocado de poesia.
Mas não é gratuita.
Tem de se pagar o preço de ter olhos pra enxergar.

25/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Coisa boa é quando a versão de sua vida que você constrói se torna melhor que os boatos que circulam a seu respeito.

Normalmente os boatos são mais divertidos.
Mas eu venho respeitando minha própria biografia.

Um modo de dizer que tô feliz.

25/10/08 | Veja mais | Ninguém comentou...Malditinhos!

Mantra moderno

Tudo se compõe e se decompõe.
Tudo se compõe e se decompõe.
Tudo se compõe e se decompõe.
E se compõe
Se decompõe
E se com
E se de
E se com
E se

update: É de moska. Que é um cara foda com quem gostaria muito de tomar uma cerveja e bater um papo. Sorry, July, não quis roubar a parada do brodi.

25/10/08 | Veja mais | Clap, clap, clap: alguém comentou