Eleições
Putz, saí no sábado pra ver Hermanoteu nas terras de Godah. Os melhores do mundo.
Muito foda.
Mas esse não é um blog de crônicas. Quer ver resenha bonitinha? Vai no www.diariodacriacao.blogspot.com
Lá é um blog sério e pertinente e de família, que rende muito mais, é mais gostoso porque é mais fresquinho, lava mais branco e, como toda boa moça de família, não dá na primeira noite.
Esse aqui não.
Nesse aqui basta dizer que é foda.
Aí chego em casa, durmo e acordo parecendo que vou morrer. O sono tá atrasado. Roquenrol laifestaile. Nem pego um livro pra ler. Se começar a ler durmo na hora.
Tomei um banhão e fiquei vendo supernatural, no Warner. Demônios e feitiços.
Legal.
Chá gelado (sempre um chazinho), enrolado na toalha, ventilador no ovo… massa.
Isso duas e pouquinho.
Não vou sair daqui pra votar.
Isso eu pensei, né? Mas aí a consciência dói.
Ligo pra minha mãe, que saiu pra votar.
- Rapaz, a rua tá um inferno, um calor miserável, suja, cheia de santinho pelas ruas, fila e os cacete. Não vá, não vá que tá brutal.
Tá.
Aí chegam, do nada, 12 mil pessoas em casa.
Mentira. Minha mãe, minha irmã e o noivo.
O chá acabou, não ia poder ficar mais no esquema tv-toalha-chá-ventilador-no-ovo, fui votar.
parênteses: adorava morar só.
final do parênteses.
Na rua, a sucursal junior do inferno. Nas mãos de um estagiário, porque o capeta é competente e não iria deixar as coisas nesse estado. Um calor de rachar coco, gente pra cacete na rua, uma fuafa do caralho, as ruas imundas. Desespero.
Votei sem fila e voltei.
Mas tô funcionando pior depois disso.
